O que falta no panorama nacional e na cidade de Braga é mais uma tuna, a juntar-se às restantes 3500 já existentes, só p’ra encher chouriços e com dúbia qualidade”
Pois face a esta situação, e porque não queremos desfraudar as expectativas de nenhum dos internautas (que por mim seriam internetóespectadores), decidimos ir em frente com este projecto que pode parecer um pouco confuso, mas que a nosso ver (e aos olhos do internetóespectador que comentou o referido post) faz cada vez mais sentido…
A verdade, e show-off’s e interesses entre tunas à parte, é que o mundo das tunas sofre também uma crise. Não há apenas crises financeiras, crises de valores, crises dos raios que os partam, há também uma crise de espírito tunante… Já ninguém sabe o que é uma tuna (se bem que no portugaltunas se tenta descortinar isso à 6 anos) e isso ressente-se principalmente nas tunas com menos apoios financeiros e em que quem a integra, não o faz para viajar gratuitamente pelo país e alem fronteiras ou para poder pisar uns palcos de re-nome por uns minutos de protagonismo efémero. Os que integram estas tunas fazem-no porque se sentem bem nelas, porque são um grupo de amigos com sentido de pertença, porque não fazem dos seus objectivos ir a grandes festivais e estar com um nível musical ao nível duma orquestra nacional de Berlim, sem muitas vezes saberem o nome do elemento que esta ao seu lado a partilhar esse momento.
E estes genuínos elementos são cada vez mais escassos nas tunas, e a meu ver, essa é a razão pela qual chegamos a este ponto.
Assim, a Estudantina de Braga apresenta-se como uma “manta de retalhos”, com elementos de diferentes tunas que se foram cruzando ao longo dos seus percursos tunantes, sem nunca perder a ligação com as suas tunas de origem, mas que abraçaram este propósito na esperança de chegar mais longe, de manter viva a tradição, o amor e o tão falado espírito tunante. Como o conceito de uma tuna constituída apenas por tunos de outras tunas é limitador e demasiado selectivo, alargamos a nossa selecção a estudantes e ex-estudantes de Braga, ou seja, pessoas que tenham, de alguma forma, uma ligação a esta nossa querida cidade, que no fundo é o que nos une.
Imbuídos do recente espírito eleitoral americano, não afirmamos prontamente que queremos chegar a “festivais nacionalmente reconhecidos”, nem que seremos os maiores. Nunca usaremos o YES WE CAN.
Dizemos apenas que gostamos de juntar uns amigos que gostam de tocar umas musicas com instrumentos ditos “de tuna” e que vamos tentar preservar esta vontade de perceber o que sentiram os primeiros homens que formaram uma tuna há uns valentes anos atrás…
IF WE CAN’T, AT LEAST WE TRY….
…YES, WE TRY



